Expulsos do Jardim Romano tentam criar um bairro

Cinco meses após o Jardim Romano ser inundado por enchentes, 139 famílias que perderam suas casas tentam agora recomeçar suas vidas em um terreno particular ocupado na Vila Curuçá. Os dois bairros ficam na zona leste. Entidades ligadas ao movimento dos sem-teto ajudam as famílias a erguer barracos de madeira e banheiros coletivos, além de controlar quem entra no local.

Veja imagens do Jardim Romano alagado

O barulho ou som alto é proibido após as 22 horas, para não incomodar os vizinhos. A luz elétrica já ilumina as ruas da ocupação, onde entram todos os dias carros lotados de donativos e de cestas básicas arrecadados pelo Movimento Terra Livre.

A dona de casa Eliete Jesus, de 36 anos, diz que o bolsa-aluguel de R$ 300 mensais pagos pela Prefeitura de São Paulo é insuficiente para alugar um imóvel.

- Aqui foi a única opção que nos restou. Com R$ 300 não consigo alugar nem quarto em cortiço.

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Os vizinhos no entorno solicitaram a presença da Polícia Militar, que mantém duas viaturas em frente à ocupação. O terreno onde estão as famílias do Jardim Romano é cercado por sobrados residenciais e por um conjunto de edifícios que está prestes a ser inaugurado.

O local ocupado tem 10 mil metros quadrados e pertence a um agricultor da região, mas foi declarado de utilidade pública pela prefeitura em fevereiro.

O terreno é um dos nove espaços nos quais o governo pretende construir até 5.000 moradias para os desabrigados de bairros localizados na várzea do rio Tietê, no extremo leste da cidade.

No local está prevista a construção de um conjunto habitacional com 228 apartamentos, que serão financiados pela Cohab ( Companhia Metropolitana de São Paulo), empresa da Prefeitura.

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